sábado, 26 de setembro de 2009

rosas de fogo



peguemos em armas! peguemos em armas e ardamos com campos de miséria! ponhamos em sangue a pele dos odiosos pais da censura... queimemos os livros da ignorância. destruamos os templos da opressão. libertemo-nos ao vento!

peguemos em rosas! peguemos em rosas e plantemos campos de amor! ponhamos em regozijo a pele dos adorados filhos da liberdade... escrevamos livros ricos de sabedoria. construamos templos que cheirem a vida. transformemo-nos em algo grande!

as rosas filhas de fogo são rosas grandes, de liberdade, de vento, de água e terra. de mente e corpo. são pedaços de vida que reflectem o brilho do sol, que grita por alguém.

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uma cidade construída sobre cinzas brilha no topo de uma colina, com grandes jardins de rosas reluzentes, e com grandes lagos de peixinhos dourados. pomares, pinhais e olivais, estátuas e estatuetas, fontes e fontanários. bibliotecas e cafés, esplanadas e clubes. era sem dúvida uma cidade, e eu estava lá. via as cinzas por baixo das longas calçadas que rodeavam toda a cidade. sentia os cidadãos passear livres, de olhos no céu vendo as nuvens que falavam. as pessoas paravam na rua para falar sobre o tempo, e um sujeito olhando de canto dizia o quanto a conversa era ridícula. eram basicamente dias normais, dias mais ou menos perfeitos.

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a vida é efémera, muito efémera mesmo, tal como o fogo. o fogo nem sempre dura, assim como as suas sementes. tudo é efémero. e o que é efémero é espectacular

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