terça-feira, 29 de setembro de 2009

o silêncio do senhor presidente

muitos viram no silêncio do senhor Presidente um erro. eu achei um sinal de honra. nunca se deve seguir as especulações feitas pelos media. se já devia ter falado? claro que não. se ele falasse ia influenciar a campanha. dizem que o seu silêncio influenciou, mas se influenciou foi porque todos os partidos políticos, especialmente PS e PSD, por aproveitamento dos primeiros e por tentativa de aproveitamento dos segundos, para além de uma completa falta de jeito para a política, e de uma grande ingenuidade. como tal quem se deixou levar por todo este caso, que verdade ou não, era tudo menos oficial, não devia... devia olhar para o programa dos partidos e não para esta polémica. se o programa eleitoral dos partidos andou à volta disto, isso diz muito sobre a qualidade dos partidos que temos.

respirar não é tão fácil como parece

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Chuva de Outono



E começa a chegar o Outono. Já me tinha esquecido o quanto a vila é bonita nesta altura... Até tenho pena de não poder partilhar convosco as imagens. Algumas folhas no chão, um ar mais fresco que nos liberta dos excessos de temperatura, as águas calmas e límpidas do rio, depois de momentos difíceis durante o Verão. Não há outra altura do ano como esta cá na vila. E mais que o que nos rodeia, é o que nos abraça por dentro. Tantas recordações, o Outono tem esse poder... Parece que cada folha que cai é na verdade um pedaço de alma que nos fugiu, e que nós vemos como se não nos pertencesse. E se calhar não pertence!

Gosto especialmente daquela chuva que bate na areia quente, e daquele cheirinho. Aí sinto todos os momentos da minha existência voltarem a mim, enfiando-se pelo meu nariz a dentro. E apanhar com a chuva para ficarmos mais pesados, mais presos à vida? Vem sempre uma lágrima ao olho... Sentimos o nosso passado sem pensarmos nele, o que é belíssimo... Não é um momento feliz, não é um momento triste, é um momento especial, importante, diferente. É um momento em que me assumo tal como sou, deixo de ficar satisfeito ou insatisfeito com a vida, com a vida. A tristeza vai, a alegria vai. Só ficamos nós, o nosso passado, a chuva que cai sobre nós e a chuva que de nós cai. Somos. Nada.

"that conduct our minds to paradise"


domingo, 27 de setembro de 2009

take just a miserable second #2


Public Enemies



Posso resumir o filme com uma frase de um amigo meu: "Ele assaltava bancos e morreu!". É sobretudo um filme de acção, e sinceramente, não sou grande adepto desses filmes. E a este faltava carga emotiva, uma história interessada, uma abordagem mais profunda. Estava à espera de muito melhor, tendo em conta toda o ênfase à volta da sua estreia.

Há no entanto pormenores em que este filme é grande, para além da duração: uma grande imagem! há momentos completamente muito belíssimos, desculpem-me a redundância!; a música muito bem escolhida, ou produzida, não sei; e a grande interpretação do Johnny. Acho ainda assim, que o Johnny merecia uma personagem mais explorada, e mais a fundo.

Se me perguntarem, o que está mal no filme, eu digo, "falta história, falta algo mais profundo", e é além disso muito longo. Penosamente longo... Exageraram nas cenas de acção, e exploraram mal o filme! Há momentos muito intensos, mas são escassos num filme tão longo.

Note-se que esta é a minha opinião, que está longe de qualquer rigor cinematográfico... Se o classificasse dar-lhe-ia um 4 ou 5, de 0 a 10, porque é daqueles filmes que se eu apanhasse na televisão, mudava de canal... Mas tenho pena, porque com tão bons actores, com momentos tão especiais, transformaram um filme com potencial em aproximadamente 2 horas de tiroteios...

A mesma crítica que criticou a longa duração de filmes como The Curious Case of... e The Boat that Rocked, que eu acho, especialmente no caso do primeiro, ser a duração correcta, senão pequena, elogiou, e muito, este filme. Acho isso um erro. Falta alma ao filme.

sábado, 26 de setembro de 2009

rosas de fogo



peguemos em armas! peguemos em armas e ardamos com campos de miséria! ponhamos em sangue a pele dos odiosos pais da censura... queimemos os livros da ignorância. destruamos os templos da opressão. libertemo-nos ao vento!

peguemos em rosas! peguemos em rosas e plantemos campos de amor! ponhamos em regozijo a pele dos adorados filhos da liberdade... escrevamos livros ricos de sabedoria. construamos templos que cheirem a vida. transformemo-nos em algo grande!

as rosas filhas de fogo são rosas grandes, de liberdade, de vento, de água e terra. de mente e corpo. são pedaços de vida que reflectem o brilho do sol, que grita por alguém.

***

uma cidade construída sobre cinzas brilha no topo de uma colina, com grandes jardins de rosas reluzentes, e com grandes lagos de peixinhos dourados. pomares, pinhais e olivais, estátuas e estatuetas, fontes e fontanários. bibliotecas e cafés, esplanadas e clubes. era sem dúvida uma cidade, e eu estava lá. via as cinzas por baixo das longas calçadas que rodeavam toda a cidade. sentia os cidadãos passear livres, de olhos no céu vendo as nuvens que falavam. as pessoas paravam na rua para falar sobre o tempo, e um sujeito olhando de canto dizia o quanto a conversa era ridícula. eram basicamente dias normais, dias mais ou menos perfeitos.

***

a vida é efémera, muito efémera mesmo, tal como o fogo. o fogo nem sempre dura, assim como as suas sementes. tudo é efémero. e o que é efémero é espectacular

(2) porque é que...

... quando o vento nos bate direitinho na cara, parece que nos leva um pedaço de alma?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Democracia, a maior das ditaduras



Escrevo isto, cerca de 60 horas antes das eleições legislativas, e cerca de 24 horas depois de sair uma sondagem que dá uma vantagem do PS sobre o PSD de 8%. Eu não posso votar ainda, isso só gera ainda mais revolta em mim. Eu, que sou um cidadão informado, mais ou menos culto, que cumpro os meus deveres cívicos, porque a maioria da população, que é a favor das cunhas e da corrupção, gosta mais do Socas. Eu, que tenho uma mãe professora de Biologia e não aceito que ela me diga os exercícios mais prováveis de sair nos testes da minha professora, porque não quero ser favorecido, mesmo com outros alunos a recorrerem a explicações recebendo esse mesmo benefício.

É nestas circunstâncias que apetece dizer que a democracia é a maior das ditaduras. Segundo a democracia a maioria decide, e a minoria nem direito tem à moderação de acordo com a sua vontade. Já John Rawls, penso que era ela, que numa sociedade justa nunca uma minoria podia ser prejudicada por causa da maioria. Utilizadores mais assíduos considerar-me-ão incoerente, sendo eu simpatizante do Bloco de Esquerda. Mas eu defendo que uma minoria não seja prejudicada por uma maioria, não que a possa utilizar da forma mais suja que há. Aproveito para explicar a posição em relação às patentes que o bloco defende. Eu era inicialmente contra esta medida, mas li um documento do bloco e têm razão em relação a isso. Pensemos no conhecimento. O conhecimento não pode ser propriedade privada. A pessoa que o desenvolve deve ser altamente recompensada, mas não pode possuir esse conhecimento. Assim sendo essas pessoas podem proibir outras de desenvolverem o seu conhecimento, e assim o conhecimento parará, só para não falar no patenteamento de conhecimentos públicos para enriquecimento de particulares. Aqui e aqui.

***

Já há algum tempo que penso assim, e já ouvi pessoas a se manifestarem no mesmo sentido que eu. Agora a pergunta está em: como posso eu dizer que a democracia é pior que a ditadura? Afinal na democracia só alguns são ignorados, enquanto na ditadura são todos. Ai está, uma divisão que justifica esta minha posição. É uma questão de justiça.

E soluções? Afinal de contas não se pode só criticar... qual é então o modelo perfeito? Isto foi só crítica, não há modelos perfeitos. Mas podia haver! A democracia, se os nossos políticos fossem minimamente sérios, seria o modelo perfeito. Cada pessoa escolheria o seu representante, e depois ao invés de decisões tomadas por uma maioria, essa maioria cedia nalguns aspectos, criando algum consenso... Este seria o modelo perfeito...

Talvez por isso eu considere, que nesta situação, independemente do vencedor das eleições, o mais importante é que não haja uma maioria absoluta, porque isso seria igual aos últimos 4 anos. E pelo menos a mim, esses quatro anos já chegaram...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como é que...

...uma pessoa extremamente consumista, que nem a reciclagem é capaz de fazer, porque dá trabalho, se atreve a dizer "nós merecemos viver num ambiente limpo"?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mudança #2, o Regresso ao Passado



Como devem ter reparado tenho estado a modificar o blog. Inserir-lhe novos pormenores na barrinha lateral. Nada de especial, só umas imagens, estou a considerar colocar música, sem auto-play, ou vídeos, mas isso requer melhor formação da minha parte... O blog está a mudar. Porque eu quero! Eu gosto de mudanças... adoro mudanças... gosto do cheiro a novo tanto como do cheiro a velho... o que interessa é que seja novidade! Sou um homem, um pequeno homem, que adora mudar, adora viver ao máximo o ilimitado número de seres que dentro de mim existem!

Mudar é sempre bom, é sempre fresco, é sempre novo... O problema é que nós não somos um livro que se apaga e se começa a escrever de novo, eu pelo menos não sou... E por onde quer que passeie, cruzo-me com o passado. Olha eu de cabelo rapado! Olha eu com cinco anos! Olha eu a jogar basket! Muitas vezes até passados próximos, ontens ou anteontens, mas que pesam e cheiram a antiguidade... Parece que foram livros que se fecharam onde dificilmente voltamos a entrar: se mudámos por algum motivo foi! E eu vejo assim os momentos da vida: como capítulos separados que valem por si... Por isso é tão difícil mudar! Porque o passado não se apaga, e temos de viver com ele...

**

Estou a ler Jesusalém, de Mia Couto. Está dividido em 3 partes, eu já li duas. No blog ...viajar pela leitura... há uma avaliação feita ao livro, no qual recebeu 4 em 6 possíveis. Respeito essa avaliação, mas eu dar-lhe-ia uma classificação mais positiva... É um história belíssima, decorada pela poesia de Mia Couto, que se debruça sobre o Esquecer... Sobre o começar uma nova vida, completamente...Sobre a impossibilidade de fugir ao passado. É um livro belíssimo, que abre logo com um texto de Hermann Hesse, de Viagem pelo Oriente:

Toda a história do mundo não é mais
que um livro de imagens reflectindo
o mais violento e mais cego
dos desejos humanos: o desejo de esquecer.

reparações : comentários

A utilizadora Austeriana alertou-me para o facto de não ser possível comentar o meu blog, pois bem, já resolvi o problema... para comentar só têm de ir a comentários, enviar comentário e uma janela Pop up abrir-se-á para vocês escreverem.

As minhas desculpas, isto não foi nenhum tipo de limitação da vossa liberdade de expressão, foi um problema que surgiu quando alterei a configuração do blog, mas que só tive conhecimento dele hoje.
Pois bem, obrigado pela compreensão, e muito obrigado Austeriana!

Sugiro-vos que visitem o blog dela, Bicho-carpinteiro. Bem interessante!

take just a miserable second

Perdi o medo de mim. Adeus.
Adélia Prado

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A vida pesa



A vida pesa. E pesa muito. A vida é como um saco que temos de carregar. Convém não enchermos demasiado a vida, porque pode arrebentar, e aí, toda ela vai ficar espalhada pelo chão de calçada, enquanto o Sol brilha sobre nós. As pessoas vão passar por nós, todas com os seus sacos, uns mais carregados outros mais leves. A maioria vai passar ao lado ignorando a vida espalhada pelo chão, mas alguns importar-se-ão. Perguntam se podem ajudar, ou dão somente uma palavra de incentivo, porque muita gente tem a sua vida demasiada carregada. Lá metemos a vida à pressa no saco, (ou o saco na vida?) e rumamos a casa, onde esvaziamos um pouco a vida. Um pouco, ou muito, por vezes esvaziamo-la completamente, guardando a vida em gavetas e armários.

A vida pesa. E só vivemos se sentirmos esse peso. Muito vivem leves, sem nada porque se preocupar, sem nada em que se pensar: há muito deixaram a vida fugir, enquanto estava vazia. Não se pense que o facto da vida pesar é mau... É mau e é bom. Assim como quando enchemos o saco das compras... Haverá coisas más, mas também haverá algumas, ou muitas boas. A vida pesa, e nem toda a gente é obrigada a suportar esse peso. O mal é que o peso não vem só de coisas más... Toda esta maravilhosa vida pesa... Quem não suportar as cargas negativas, também não suporta todo este milagre.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

+ cultura +indivíduo +sociedade


Alinhar ao centro

Há algum tempo vi um programa do Provedor para o Telespectador, em que se discutia os telejornais. As queixas eram várias, diversas, mas não foi isso que me chamou a atenção... A certa altura um sujeito disse que fazia falta cultura nos noticiários... E realmente assim é: sendo mais de metade dos telejornais dedicados à política e situação mundial, e até o desporto tem direito a maior espaço. Não digo que a cultura devia entrar mais nos noticiários, mas pelo menos nas televisões. Olhemos para a TVI: os únicos períodos onde podemos cheirar alguma cultura é no fim das novelas, e nos filmes de fim-de-semana. Já a RTP2 é um peso pesado da cultura... Só que escusado será dizer que num só canal haja espaço suficiente para cultura diversa. Reparem que falo apenas da televisão pública, porque é aquela a que toda a gente tem acesso facilitado.

*
Numa aula recente de português, lemos um texto que falava da importância dos artistas em ambientes de crise económica, social, e política sobretudo. Eles referiam-se às grandes revoluções como ambientes em que o ser artístico era fundamental, para abrir os olhos às populações e abrir as estradas levantando a voz. Porque todas elas começaram com artistas, pensadores. Os artistas para além de terem um grande papel na visão do mundo, tem também um papel fundamental de divulgação do mundo tal como é. Os artistas (entendo como artistas pessoas que fazem arte ou que falem sobre arte, não são artistas mas entram neste grupo) são os olhos, ouvidos e boca do povo.

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Hoje em dia "ninguém" liga à cultura (entenda-se ninguém pela maioria da sociedade), ninguém liga à política. Maior parte das pessoas acha os artistas uns bandidos que não fazem nenhum, e acham a cultura um desperdício de dinheiro. Depois de tanto que a cultura fez pelo Homem, isto é um pouco irónico: o Homem usa a cultura, mas não deixa que ela o use a ele. Acho que neste momento vivemos numa sociedade de uma forma geral pobre de espírito e de valores. Muita gente compra muito, compra tudo. Qualquer coisa é mais importante do que ver os problemas de muitos, e tentar ver como a sociedade está. O alheamento das pessoas da cultura resulta numa falta de consciência social e naturalmente política. As pessoas não entendem quando a torneirinha que jorra liberdade começa a fechar, até cair gota a gota... Sei que as pessoas já foram mais alheadas à cultura, mas ainda assim devia haver uma evolução, que não há. Tenho particular pena da minha geração, que ou ainda está demasiado verdinha, ou é parcialmente desprovida de interesse no mundo.

Eu acredito que quanto mais (e melhor) cultura, mais evoluído será o indivíduo e quem beneficía é a sociedade. Não creio que seja assim tão difícil... Mas os governantes têm coisas mais importantes em que pensar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Músicos maiores que o seu próprio nome #2 - David Gilmour



Não falo dos Pink Floyd, porque os Pink Floyd sempre foram considerados "grandes" (afinal de contas têm o segundo disco mais vendido de sempre). Talvez não tanto como mereciam, mas isso já é outra coisa... Desde que ouço Pink Floyd, ou seja desde há muito pouco, que sou fâ completo das suas músicas e dos seus trabalhos. Neste momento são uma das, senão "a", minhas bandas favoritas. Com os seus albuns conceituais e mensagens metafóricas destaco o "the Wall", aquela obra-prima que aparece muito mal classificado nas listas mais comuns do melhores albuns de sempre. Obviamente não conheço toda a sua obra, mas estou a descobri-la... E cada vez vou gostando mais de Pink Floyd.

Por isso mesmo não interessa falar de Pink Floyd. David Gilmour, guitarrista dos Pink Floyd, é por vezes visto como figura secundária da história do rock, quando é um dos melhores guitarristas de sempre, sem sombra de dúvida. Apareceu, por exemplo, no lugar 82 no ranking dos 100 melhores guitarristas da Rolling Stone, ele que merecia estar dentro dos dez primeiros nem nos cem aparece (não que isto se meça, mas há sem dúvida coisas que se percebem perfeitamente). Não será certamente o único erro desse ranking, mas é provavelmente o mais grave. Como guitarrista tocou alguns dos maiores solos de guitarra de sempre, assim como melodias ou ritmos base impressionantes. Para definir o seu estilo destaco a beleza e o perfeito enquadramento com a música. Não é daqueles guitarristas que usa milhares de truques e de efeitos, é um daqueles que usa o efeito certo na altura certa, que toca coisas dificílimas não para se exibir, mas porque a música o pede. É, juntamente com o Frusciante, o meu guitarrista preferido. Não digo por isso que seja o melhor de sempre, mas é certamente um dos melhores.

Se é um guitarrista espectacular, é também um grande compositor e vocalista. Provavelmente não tanto como Roger Waters, mas ainda assim...



letra Roger Waters
música David Gilmour e Roger Waters
vocais Roger Waters e David Gilmour

Porque é que...

... tocar música triste às escuras é tão espectacular?

sábado, 19 de setembro de 2009

While my guitar gently weeps

Bem, não tenho estado aqui... acho que dá para reparar... aliás, desde o início de Setembro não se pode dizer que eu esteja aqui com muito tempo e atenção! Tenho tido muito que fazer, e só para piorar, muito que pensar... Bem trata-se que hoje à tarde e à noite a minha escola de música vai fazer um espectáculo de música clássica. Já é um espectáculo que se costuma fazer, a um ritmo de cerca de dois em dois anos... e neste espectáculo tenho muito que trabalhar! Porque este ano foi um ano em que pratiquei como mais nenhum antes, vou ter sobre os meus ombros 4 músicas:2 a solo, um minueto de Heydn, ou Haydn (acho que não se escreve de nenhuma das maneiras...) e uma fuga de um tal Weiss que era para ser um dueto, mas que nenhuma segunda guitarra conseguiu aprender a tempo, com a velocidade correcta; e 2 em grupo, Air de Bach, que está qualquer coisa de fenomenal, e um Minueto de Autor Anónimo, que também é espectacular.

Bem, isto tem sido motivo de trabalho e como sabem preocupação! Eu que nunca fiquei nervoso antes de faltarem 15 minutos de tocar, hoje acordei a meio do sono e tive qualquer coisa parecida com um ataque de pânico... Mas isso é o que dá mais gozo num espectáculo, por isso prevejo que este pode ser um dos melhores de sempre!

Bem, isto foi só para me desculpar a minha ausência de espírito...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

comboio de mercadorias



hoje levantei-me de manhã lavei a cara, e pus-me num comboio. o comboio passou por todo o meu passado, e eu decidi ficar na primeira estação. peguei nuns binóculos e olhei para a minha casa: que grande que ela era, e que complexa... olhei à minha volta que terra simples e pequena, pena estar tão desarrumada. tomei um café junto ao refeitório da maternidade, enquanto passavam as notícias: vice-presidente bósnio tinha sido assassinado na presença de forças da ONU... o dia estava triste, mas tudo era fascinante... a tristeza era fascinante, esse estranho sentimento! dei um passeio onde fiquei bêbado com a beleza de tudo e voltei a casa a pé. que longo caminho! quando cá cheguei dei por mim num sítio tão espectacular, mas não fiquei impressionado... era tudo igual, tudo tão normal, tudo tão previsivelmente normal! fiz chichi e deitei-me... sonhei até mais não. (será isto um sonho?)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A parva felicidade



Oh pah hoje estou feliz! Estupidamente feliz, sem motivo nem razão... Não estou feliz por viver ou por ir morrer um dia... estou feliz sem motivo, porque estou vivo obviamente, porque se não estivesse vivo valia-me de muito estar feliz! Mas estou feliz... da mesma forma que por vezes dou por mim estupidamente triste, hoje dei por mim sem mais nem menos eufórico e sem vergonha na cara... estou a me libertar de mim próprio, o que até é mais ou menos bom...

dei por mim a meio de um ensaio para um espectáculo com vontade de imaginar outros mundos em músicas já delineadas... e não me enganei no que tinha de tocar.. o que é óptimo... mas realmente não sei porque estou assim... tenho andado a pesquisar a discografia dos beatles tive algumas surpresas... especialmente positivas... A A day in the life é qualquer coisa de fantástico...



é bom poder-se estar feliz sem motivo, assim como é bom estar-se triste sem motivo... é como se Deus nos tocasse com a sua mão gigante e nos desse o dom de sentir... que bom é poder sentir!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O ar que respiramos



Não, não vou falar do filme, mas sim do ar que respiramos, e que nos rodeia. Quente, frio, ameno, rarefeito, denso, ou não. É algo que nos é tão importante, mas que nos é tão prejudicial.

Cientificamente falando, o oxigénio, grande parte do ar que respiramos, é nos vital, necessitamos de oxigénio para fazermos a respiração celular. Entra no processo como receptor de electrões, permitindo a génese de mais 24 ATP’s (partículas energéticas), se não estou em erro (já não me lembro muito bem disto, é provável que os números estejam incorrectos), em relação aos 2 por célula que continuaríamos a produzir, mesmo sem oxigénio. Portanto é-nos completamente vital! Mas também nos prejudica. Segundo consta o oxigénio faz diminuir as cadeias de ADN nas células, o que faz com que de cada vez que se dividam envelheçamos um pouco. E envelhecer é sentir menos (como diz uma personagem de Jonathan Safran Foer em Extremamente alto e incrivelmente perto), e sentir menos é viver menos.

E agora vejamos: respirar faz tão mal à nossa vida! Quanto mais respiramos, mais vivemos, e quanto mais vivermos, pior será para a nossa vida… Não era muito mais fácil se esse estúpido ar não existisse? Poupava-nos a vida, e os desgostos… Nunca provaríamos o doce bater do vento, mas não perderíamos tempo a nos perguntarmos porque estamos aqui. E agora é demasiado tarde para nos separarmos da doce vida de sofrimento que levamos. É caso para dizer a vida é bela!

(não liguem ao que disse… acho que estou a ficar um pouco insano.)


domingo, 13 de setembro de 2009

Músicos maiores que o seu próprio nome - The Beatles

Desde pequeno que ouço falar dos Beatles, como banda pop adolescente. Sempre pensei que as grandes músicas estavam reservadas aos seus projectos a solo. Estava totalmente enganado!


sábado, 12 de setembro de 2009

O autocarro



A vida é como um autocarro. E como um semáforo, e como uma pedra, e como uma bola, e como um livro. A vida pode ser como qualquer coisa, mas neste momento dá-me mais jeito que ela seja como um autocarro. A vida é como um autocarro, onde nós somos os passageiros. Toda a gente é passageira nesse autocarro: uns vão na mala, outros no capot, outros vão na zona económica, outros na empresarial, mas a maior parte, a maior parte vai a empurrar. É claro que um autocarro não tem zona económica, muito menos empresarial, mas não podia dizer que havia pessoas a empurrar um avião.

Enquanto viajamos, em qualquer um dos sectores encontramos pessoas interessantes com quem falar, olhares trocados, paixões temporárias, ou mesmo um tipo arruaceiro que nos dá empurrões. A viagem é tão longa como quisermos, ou como nos seja permitida: muitas vezes caímos ou somos empurrados para fora do autocarro. Mas tão certo como eu estar a escrever isto é o facto de um dia, todos nós vamos sair. Eu posso não estar a escrever isto, posso só estar a copiar, mas se estivesse a copiar, não diria isto. Mas posso não ser eu o responsável por escrevê-lo, mas sim um raio de inspiração divina.

Sou uma pessoa sem certezas, não afirmo a voz alta nada, pelo menos subconscientemente. Mas sem dúvida a viagem é longa, quer dure uma hora, um dia ou oitenta anos. A viagem é longa, e durante todo esse tempo, podemos falar com toda a gente, mas o facto é que o que interessa somos nós. Não o digo arrogantemente, simplesmente digo-o. O único objectivo de termos entrado no autocarro foi para chegarmos a algum lado, e o que lá se passar, lá ficará fechado. Podemos divertirmo-nos, passar bons momentos com os restantes passageiros, mas quando chegarmos ao nosso destino, é connosco.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mudança, doce mudança



Como já devem ter reparado em diversos textos meus, sou um adorador da mudança. Acho que ela é importante para nos mantermos sanos. Está provado cientificamente que se quando vamos a algum lado, optarmos por um itinerário diferente, estamos a desenvolver o cérebro. Porque se fizermos sempre o mesmo, estamos a programar-nos como robôs... Supunhamos que eu comia todos os dias sopa de espinafre, massa com pito cozido e uma docinha mousse de chocolate. Passado algum tempo, toda esta comida que outrora era tão boazinha, ficava sem sabor... Um prato medíocrezinho...

É nestas alturas que a mudança é mais importante. Imaginemos que comíamos um cozido à portuguesa, um arroz de marisco e uma salada de fruta... Seria um manjar de deuses! Porque quanto mais radical a mudança mais doce ela é. Se acham que isto é baseado apenas em suposições, garanto-vos que tive experiências várias que mo comprovaram. Por exemplo, sempre que jantava fora, que não era muitas vezes, bebia qualquer coisa. Normalmente bebia Cola, mas porque não sabia se era fabricada em Portugal decidi experimentar outra, a 7Up, que existe em formato MiP e formato MiEstrangeiro. Que explosão de sabor, que delícia com toques de limão! Comecei a beber 7Up, decidi trocar. Experimentei Ice Tea Pêssego: que delícia! Continuei a optar por este, e também começou a perder a graça. Aqui há tempos pedi uma Cola: ui! que fantástico sabor... (e já comprovei o mesmo com cereais de pequeno almoço).

Se na alimentação isto é tão linear, na vida já o não é tanto. Mas gosto de mudar, criar rotinas, para depois as substituir por outras. Ontem olhei para a minha vida por alto (e por baixo também): que miseravelzinha que a minha vida está... Sempre a mesma previsibilidade, sempre a mesma sensação de seco na garganta! Decidi renová-la completamente, coisas que há muito que quero fazer, mas que por algum motivo ou por outro, não fiz. Acredito que se levarmos uma vida sempre igual, acabamos por nos ver num beco sem saída, em que todas as decisões estão tomadas, onde só nos resta assistir ao que decidimos no passado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/09

Não posso deixar de afirmar o meu fascínio por datas especiais. E a data de hoje é muito especial para mim. É aquilo a que eu chamo, o meu dia de sorte. E este foi o dia que escolhi para me revolucionar, e a tudo que a mim está associado. O blog foi o primeiro caso. Quis mudar-lhe a imagem, acho que assim fica mais bonitinho.
Note-se que aqui no blog a revolução se limita à imagem, mas que na vida real as alterações serão muito maiores!



Porque todos nos devemos revolucionar, às vezes, olhar para trás, ver o que devíamos mudar, e o que está simplesmente perfeito tal como está. No 25 de Abril um grupo de cidadãos fizeram o mesmo ao país, ainda que o resultado actual seja um pouco pior do que se estava à espera. O que interessa mesmo é mudar, para não ficarmos cheios de nós próprios. A reconstrução é importantíssima, mas o mais provável é que a certa altura, se sinta falta do passado...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

brilhante

podem criticar o mais que quiserem, mas o senhor Louçã esteve muito bem no debate, esteve simplesmente brilhante... o senhor sócrates ainda tentou deturpar o que o BE apresenta, e provavelmente a maior parte das pessoas retiveram isso, mas pronto, neste momento também maior parte das pessoas querem votar no sócrates. é esta a prova de que a educalão em Portugal nunca funcionou muito bem!

ataques de Sócrates ao plano do BE:
- nacionalizações: o BE não quer fazer nacionalizações, mas sim, para com as privatizações, porque deve haver pelo menos uma alternativa pública em cada sector.

- política fiscal: a simplificação que o BE quer impletementar faria com que só se pudesse descontar quando se escolhe o Privado em vez do público, o que implicaria uma Saúde e Ensino gratuito, havendo depois a opção do privado, naturalmente mais caro.

relembro que o actual sistema premeia as pessoas que gastam dinheiro. aquelas que poupam, saem prejudicadas, porque ainda têm de pagar...

Por amor à Virtude não por Medo ao Inferno



Ontem à tarde, eu estava encostado ao sofá, na sala escura, com a televisão desligada, e o computador a passar o The Wall dos Pink Floyd. Nas minhas mãos vivia um livro, de que há muito ouço falar, especialmente mal. "É uma seca! É isto, é aquilo!". Obviamente eu sabia que assim não era, porque quem o disse tinha pinta de achar o Crepúsculo uma excelente obra literária. Mas ainda assim, tinha algum medo, porque o livro se afigurava pesado, eternamente pesado.

Comecei a ler. E zás, desapareceram as primeiras 20 páginas. "Afinal não deve custar assim tanto!". Li mais um bocado, e já tinham ido 50. De forma que ontem à tarde estava em casa a ler, ou melhor, a devorar o livro. O livro que aparentava ser pesado, oh eternamente pesado, era na verdade muito leve, como uma pena, como uma pequena partícula de ar. Como as aparências enganam! Não eram tanto as 600 e tal páginas, mas mais o prestígio que o Eça tinha. Sempre pensei que fosse um escritor cuidado, que fizesse grandes e imensas descrições, mas afinal é bastante simples, leve, no que à narração diz respeito. Peso que aumenta com o verdadeiro conteúdo. É uma verdadeira obra de arte, pelo menos o início.

Sim, eu estou a ler Os Maias, até porque toda a gente tem, ou pelo menos deve ler, Os Maias. Isto posiciona-me numa facha etária que eu não havia ainda revelado, por ter medo que isso me descridibilizasse. Eu sou mais que o tempo que vivi. Sou os sonhos que tive, as coisas que fiz, as músicas que ouvi, os livros que li, o ar que respirei, as pessoas que conheci,... Definitivamente sou muito mais que os meus 16 anos! Mas não posso deixar de ter o receio de passar a ser visto como um miúdo, porque, em certa medida, até o sou. Se calhar é esse medo que faz de mim um miúdo, mas pronto, isso são pormenores.

Estava a ler Os Maias, quando, a certa altura me deparo com uma passagem belíssima:

"- Bem sei. Mas tudo isso que você lhe ensinaria que se não deve fazer, por ser um pecado que ofende a Deus, já ele save que se não deve praticar, porque é indigno de um cavalheiro e de um homem de bem...
- Mas, meu senhor...
-Ouça, Abade. Toda a diferença é essa.Eu quero que o rapaz seja virtuoso por amor da virtude e honrado por amor da honra; mas não por medo às caldeiras de Pêro Botelho , nem com o engodo de ir para o Reino do Céu..."

Isto resume o que eu penso sobre isto! E deveríamos todos ser assim...



PS:. O The Wall dá uma bela banda-sonora.

Matar o Vício



eu gosto de escrever, não o escondo de ninguém (ou talvez o faça). principalmente à mão, pois o texto sai mais fluído, e para além de guardarmos as letras registamos ainda o nosso estado de espírito. as letras escritas correctamente quando estamos calmos, e um profundo emaranhado de traços que não se distinguem, mas que indicam com precisão o que queremos dizer. dá gosto ver um texto assim, ao contrário dum texto com as letras todas do mesmo tamanho, uniforme. é quase como um texto sem alma, seu desalmado infeliz que não sabe o que perde em ser todo direitinho.

não estou com isto a dizer que é horrível escrever a computador ou à máquina, mas não é a mesma coisa. é óptimo para quando não queremos revelar os nossos sentimentos mais profundos. reparem que o que agora estou a fazer é escrever num computador, cuja única emotividade é a velocidade e a força a que bato as teclas, que não chega até vós. terão mesmo de se contentar com o simples significado das palavras, e a sua organização. que foi quase feita à toa!!!

eu tenho um vício! foi por isso que comecei a escrever. na verdade tenho vários, mas o que interessa é este: tenho o vício de escrever. o quê, como, com que palavras são coisas que importam tanto como se uso meia brancas ou meias pretas... o que interessa é escrever, o mais depressa possível, com o mínimo de interrupções possíveis. foi o que aqui fiz, escrevi, à toa, mas lentamente, porque há letras que ainda não sei onde estão, e fui interrompido algumas vezes pela minha mãe.

poderia continuar a escrever isto durante um ano, dois três, quatro, cinco, seis... poderia até mesmo continuar a fazer esta enumeração eternamente... aliás este momento é já eterno... um momento fechado em si próprio no qual escrevo, escrevo e escrevo... (é preciso matar o vício)

domingo, 6 de setembro de 2009

Limpezas




Ontem à tarde, fui à praia fluvial de Arcos de Valdevez. É um pedaço de areias grossas, muito diferentes da fina areia da praia, com cinco árvores, ligada às duas margens da vila por dois pontilhões: um antigo, do tempo das fotos a preto e branco, outro recente, com menos de um ano.
Estava uma bela tarde de Setembro, a água a uma temperatura perfeita, e estava pouca gente, ao contrário de todos os fins-de-semana do Verão em que tenha estado bom tempo. Eu mergulhei na água e nadei. Nadei até não poder mais, o que não é muito. Regressei para terra, mas, ainda na água, olhei o céu com os ouvidos debaixo de água. Foi uma sensação assombrosa, uma sensação de paz, de calma, leve, foi um momento transcendente.

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Hoje a minha mãe pediu-me que a ajudasse a limpar a cozinha. Lavei as paredes, naqueles sítios bem altos, onde a minha mãe não chegava. Varri o chão, e no fim esfreguei as mãos: pela segunda vez em dois dias, tinha acabado com sucesso as limpezas.

...

estava a escrever um post qualquer...
mas estava a dar um belíssimo documentário na 2...
nem sei sobre que fala, mas é belíssimo...
montanhas e o caraças...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

URRA


gritemos URRA. é sempre giro gritar URRA. (é a celebração em palavras, elogio, ou constatação da importância de algo)

por isso gritemos URRA, somente àquilo de que gostamos. URRA à noite, ao dia, aos animais, vegetais, às pessoas boas, às pessoas que amamos, aos familiares que gostamos de ver, etc...

gritemos URRA ao que não gostamos também, porque afinal de contas, que valor teriam as coisas importantes se não existissem essas insignificantes e monstruosas coisas. URRA às fezes, à urina, e a suor, aos vendedores de porta a porta, aos assistentes de ligação telefónica e às grandes empresas. URRA aos banqueiros, políticos e advogados corruptos. URRA à morte, ao sofrimento, à fome, à fealdade, à obesidade, à anorexia, às depressões, à solidão.URRA ainda às contas de telefone, telemóvel e internet. [etc etc etc etc etc etc etc etc, e tal] (já viram que a lista de coisas de que não gostamos é muito superior À das coisas que gostamos, só assim é possível darmos tanto valor ao que gostamos)

gritemos URRA à vida e a tudo o que existe, não existe ou que pudesse existir, que eu estou sozinho, deprimido e aborrecido, e não tenho mais nada para fazer

ps:. se calhar é com H, mas estou com uma vontade de me enganar que nem vos digo...

Que bom é ter uma vida miserável!



Todas as pessoas têm uma vida miserável, à sua própria maneira pois claro. Não me farto de repetir isto. O Cristiano Ronaldo tem uma vida miseravelmente luxuosa, o Dalai Lama uma vida miseravelmente sábia, o Einstein teve uma vida miseravelmente genial, Mozart uma vida miseravelmente musical, Cristopher McCandless uma vida miseravelmente vadia, Bob Dylan uma vida miseravelmente solitária, e eu uma vida miseravelmente miserável. Penso que já me fiz entender neste ponto.

A grande questão está em saber se é mau ter uma vida miserável. Eu não o acho. Eu gosto de ter uma vida miserável. E com certeza as outras pessoas de que falei também estão satisfeitas com a sua miséria. Isto não é um hino ao Comodismo, nada disso. Sou totalmente contra o Comodismo! Mas é claro que toda a gente terá uma vida miserável. Mas essa miserabilidade deve ser atingida. E muitas vezes só atingindo essa miserabilidade se atinge a paz, a felicidade ou o que quer que seja de que andávamos atrás.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Reabertura


Bem sei que tinha dito que ia estar uma semana fora. Pois bem, não estive. Nem estive um dia fora... O campo de treino em que ia participar não se realizou, por falta de atletas. Estive lá o primeiro dia, mas 6 atletas não dava nem para aquecer. Como tal regressei a casa.



Podia fazer uma festa de reabertura(daquelas bem grandes), mas o acontecimento não foi assim tão alegre!
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(Quem deve a esta hora estar a fazer uma festa é o PS! Que festa enorme eles lá estarão a fazer! O Telejornal menos profissional de Portugal, mas também o que mais motivos para não votar no PS nos dá, foi cancelado pela espanhola PRISA. Das três uma, ou foi uma grande sorte para o PS, ou a PRISA não gosta de audiências, ou o PS usou a sua grande influência na PRISA. )

Bem, era só para dizer que estou de volta!