segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fechado por motivos de trabalho



Não, não vou acabar com o blog. Podia, e se calhar, até devia, mas não o vou fazer. Pelo menos por enquanto. Trata-se apenas de uma saída de cerca de uma semana para preparação desportiva. Sim, este que vos fala compete, é um atleta federado, amador. De basquetebol, para ser mais exacto. Portanto durante uma semana não vou postar nada. Como tal vou sugerir alguns dos meus artigos anteriores, para quem ainda não os tenha lido. Seleccionei alguns textos que creio tratarem-se dos meus melhores. Talvez não o sejam, mas para mim, são.

Quem escreve seus males espanta!

Sacrifícios - Felicidade
Tantas Vidas Miseráveis
Fora d'horas
A efémera eternidade
A Ironia da Vida
Corre para onde quiseres, não para onde te mandam
Corre-me nas veias essa dependência
O que está por trás da porta?
Como se não houvesse amanhã
Brincar com o Passado
Noctívago
O valor da Opinião
Intelectuais, não intelectuais e falsos intelectuais
O insustentável peso da solidão
O Divórcio do Homem

Manto da Invisibilidade
esse canídeo que fala
O voo da alma
Porque é a simplicidade tão complicada?


É natural que sejam muitos textos, mas não quis escolher entre eles! Para mim são todos igualmente importantes. Acredito que tenha muitos erros, que não diga nada de importante, mas também não é para dizer, o que interessa é que diga algo. Algumas destas coisas já foram escritas há uns incríveis... 3 meses vá!

Ok, se puderem e quiserem, dêem uma olhadela... pelo menos não pagam nada!

domingo, 30 de agosto de 2009

Lágrimas de Paixão



"E ela repetia que não poderia viver e não viveria sem ele, e ambos repetiam um ao outro essas palavras e repetiram-nas tão longamente que acabaram por sucumbir a um grande fascínio brumoso; tinham tirado a roupa e estavam a amar-se; de repente. Jaromil sentiu na mão a humidade das lágrimas que escorriam pelo rosto da ruiva; era maravilhoso, era uma coisa que nunca lhe acontecera, uma mulher a chorar por amor dele; as lágrimas eram para Jaromil essa substância na qual o homem se dissolve quando não quer contentar-se com ser um homem e deseja libertar-se dos limites da sua natureza; parecia-lhe que o homem, por meio de uma lágrima, escapava à sua natureza material, aos seus limites, que se confundia com a lonjura e se tornava imensidade. Estava formidavelmente comovido pela humidade das lágrimas, e sentiu de súbito que também ele estava a chorar; amavam-se e estavam molhados por todo o corpo e por todo o rosto, amavam-se e a verdade é que estavam a dissolver-se, os seus humores misturavam-se e confluíam como as águas de dois rios, choravam e amavam-se e nesse instante estavam fora do mundo, eram como um lago que se desprendesse da terra e se elevasse para o céu."

Milan Kundera in "A Vida não é Aqui",
Capítulo 10 da 5ª Parte " O Poeta tem Ciúmes"

sábado, 29 de agosto de 2009

Quem escreve seus males espanta!



Escrever é uma Ciência. E uma bela Ciência por acaso! É algo que sabe particularmente bem, tal como beber um chocolate quente numa noite fria de Dezembro, ou dar um mergulho quando a pele já está seca, ou como levar com uma rajada de vento na cara. Isto para mim, claro está! Lá haverá os alérgicos a chocolate ou maníacos das dietas, os albinos que não podem apanhar Sol ou os hipocondríacos que acham que vão apanhar uma pneumonia, os alérgicos a pó de pinheiro ou até mesmo aqueles rapazes ou raparigas que não querem estragar o seu penteado.

Se escrever faz mal ou bem, não sei! A mim faz, tal como cantar ou discutir vivamente com alguém sobre assunto polémico. Alivia a alma, e consequentemente o corpo. Se não tivermos em que pensar, não há forma de ficarmos tristes! Quem diz tristes diz zangados, aborrecidos, adoentados, enfurecidos, stressados, melancólicos, etc, etc e tal. É mesmo bom sentir-se aquela paz, aquele vazio que não indica a ausência de conhecimento, muitas vezes associados na cultura popular a pessoas cujos cabelos têm tons claros, mas sim, a total libertação desse conhecimento sob a forma de palavras, sons imagens, etc. And may the knowledge be free!

Obviamente que não há nada de errado em escrever, por isso posso dizer que, nos últimos tempos, tenho convertido o meu vício em pensar no vício de escrever, cantar ou falar. É relativamente mais saudável para a minha a mente, mas não sei até que ponto será mais saudável para o meu corpo, tendo em conta que posso ferir muitas susceptibilidades. E depois as susceptibilidades podem-me ferir a mim!

Experiências Musicais

Nos últimos tempos tenho feito algumas experiências musicais, de várias formas. Uma delas trata-se da descoberta de novas bandas, ou melhor, bandas que eu ainda não conhecia. Como vocês não sabem, os meus gostos musicais há cerca de dois anos atrás não incluíam outra coisa senão Hip Hop. Com a minha evolução enquanto ser humano, também evoluíram os meus gostos musicais e, apesar de não ter deixado de ouvir Hip Hop, este passou para um plano muito menos importante e significativo. Desde aí tenho andado há descoberta de novas coisas parar ouvir, e como podem ver no meu perfil de utilizador, acho que em dois anos fiz progressos incríveis.

Penso que já conheço uma relativamente vasta colecção de bandas, mas obviamente que há sempre algumas que, mesmo sendo famosas, obviamente não conheço, muitas vezes o nome não provoca interesse. Era o caso dos Arctic Monkeys, que eram apelidados de banda adolescente, mas que apesar de por vezes parecerem isso mesmo, a maturidade já é grande, pelo menos nas músicas que conheço. uma delas é esta:


Realmente a início a música faz lembrar uma qualquer outra banda de adolescentes, mas quando entra a voz nota-se que já não eram nenhuns miúdos em 2006.

Outra das bandas que descobri, neste caso por conversa com um amigo, são os Eluveitie: uma banda de Folk Metal que, pelo menos nesta música parecem ser interessantes...


Agora tenho de os conhecer melhor para poder ter uma opinião definitiva sobre estas duas bandas: dos Arctic Monkeys conheço 4 músicas, dos Eluveitie conheço 1 por isso!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

40 anos de Woodstock em resumo

Sacríficios - Felicidade



Penso que já aqui disse que acredito que para alguém conseguir algo precisa de fazer um sacrifício. Se não o havia dito ainda, agora já disse! Penso isso, penso e acredito. Vou dar alguns exemplos, se alguém quer estar bem fisicamente, tem de fazer exercício e fazer esforço; se alguém quer ser inteligente tem de trabalhar muito à procura de estratégias de raciocínio; se alguém quer triunfar na carreira, por vezes tem de deixar para trás a família, etc, etc, etc.

Pois bem, acredito por isso que tudo é possível com sacrifícios, lógicos obviamente. Quando me questiono "E então o amor?" fico em dúvida. O amor é algo que depende de duas pessoas, não depende de apenas uma, é algo transcendente, muito mais difícil de lidar. Mas o facto é que muitas vezes, até isso é uma questão de vontade e preserverança de uma das partes. Muitas vezes só é necessário combater aquela grande barreira que é o medo.

Eu acredito numa política de superação, segundo a qual, tudo é possível desde que nos superemos, e sacrifiquemos algo, mais ou menos valioso. Eu já escrevi aqui que o saber era inimigo da felicidade, vários homens o escreveram, e creio até que já há estudos que o comprovam. Como tal, é natural pensar-se "O preço da sabedoria, para além de horas de vida, é a felicidade.". Não acredito que seja assim tão linear, mas sim, creio que em traços gerais as coisas são assim. Também me questiono "Então uma pessoa sábia não pode ser feliz?". Claro que pode. É muito mais fácil ser-se feliz, sendo-se ignorante, sem dúvida, mas pode-se ser sábio e feliz. Até porque uma pessoa sábia pode a qualquer altura usar a sua sabedoria em prol da felicidade, pensando em como se ser feliz, para além de poder, a qualquer altura, fingir ser ignorante para si próprio, sem deixar de ser sábio, para ser feliz. Não sei porquê, mas por vezes Einstein parece mesmo ser um desses casos.

Note-se que tudo isto é uma reflexão, que tem tanto de verdadeiro como qualquer outra das minhas reflexões: são criações de mim próprio, verdadeiras na sua própria dimensão, podendo ser ou não aplicáveis à realidade. Como tal vou continuar dizendo aquele que para mim é o preço da felicidade: lutar contra o medo, o conformismo, a segurança, as rotinas, etc. Penso que a partir do momento em que as pessoas têm medo de mudar ficam presas na sua própria concha, sem poderem sair. Dependentes de uma falsa vida sem felicidade. Acredito nisto. Mas de uma coisa tenho a certeza: toda a gente pode ser feliz, porque toda a gente tem vários caminhos para a felicidade, só tem de descobrir e escolher o que lhe é mais conveniente. Nem que para isso se tenha de correr debaixo de chuva, arriscando-se a apanhar uma constipação.

porquê?!

O Sol brilha, eu continuo a respirar, o vento sopra de Norte para Sul (ou noutra direcção qualquer...), os pássaros cantam bem alto belos hinos. A vida grita que está viva com todos os pulmões que tem.

Se assim é, porque é que me sinto tão em baixo?!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A irónica relação massas-políticos



Já há muito que não falo de política, até porque tenho estado um pouco distraído desse mundo: as campanhas eleitorais raramente são interessantes. Hoje, enquanto via o telejornal, deparei-me com duas notícias que de forma diferente, achei curiosas: o senhor primeiro ministro português congratulava-se dos resultados na educação, enquanto o Presidente Obama perdia popularidade por tentar implementar a mais importante medida dos últimos 20 anos para os EUA.

O senhor José Sócrates, que como já devem ter reparado é o meu ídolo, é sem dúvida o maior político português, ou melhor, o maior comunicador da política em Portugal. Ele, com meia dúzia de medidas e com meia dúzia de palavras, consegue fazer com que as pessoas acreditem no que ele diz. Eu sou estudante, e sei perfeitamente porque é que os chumbos diminuíram e porque é que mais alunos completaram o nono ano. Em primeiro lugar devo dizer que a avaliação dos professores é importantíssima para isto: os professores são tanto melhores quanto menos alunos chumbarem, e, obviamente, se chumbarem quem não sabe para passar são penalizados. Em segundo lugar criou cursos em que os alunos têm tudo pago e só têm de marcar presença, em aulas de exigência 0. Alunos que tiravam 8 a Matemática, em cursos desses têm 20.
Eu acho que realmente, nem todos os alunos devem ser obrigados a completar o ensino superior, e que deve haver cursos profissionais, mas que não sejam desenhados para os menos capazes, mas sim para as profissões que precisam de menos formação. Agora, que a exigência deve ser mantida claro, só os conteúdos é que devem ser diferentes em relação aos outros cursos.

E assim as pessoas pensam que tudo está melhor, mas na verdade, o número de alunos aumentou, mas a qualidade diminuiu imenso. E assim lá vai José Sócrates enganando as pessoas.



Já nos EUA passa-se uma situação, que eu vejo como sendo oposta. Enquanto em Portugal o primeiro ministro colhe créditos por uma situação que, de positiva nada tem, nos EUA o Presidente Obama é criticado por tentar melhorar e muito o nível de vida. Obama quer, tal como Clinton e a sua administração, implementar um sistema nacional de saúde. Isto é necessário para uma maior protecção social, porque neste momento, se alguém adoece lá está perdido, se isso não estiver incluído no seu seguro. Que os republicanos e os media não estejam a favor desta medida, é normal: há muito dinheiro por trás do sistema de saúde de seguros e os interesses particulares falam mais alto que os interesses do país. O que é imcompreensível é as pessoas estarem contra esta medida, só porque não querem pagar mais um imposto. Isto é no mínimo ridículo, ou muito estúpido da parte destas pessoas.

Aqui está a ironia das coisas: quando os políticos fazem o que devem, vão abaixo; quando fazem por ganhar votos toda a gente aplaude.

Tantas vidas miseráveis



Toda a gente, fora as chatas e normais excepções, é infeliz, nem que só um pouco! Toda a gente sofre, toda a gente chora, toda a gente agonia, enquanto vive. Todos sofrem, todos têm vidas miseráveis. Portugueses, alemães, espanhóis, franceses, todos sofrem independentemente de nível social, idade ou sexo. Uns sofrem mais que outros naturalmente. Uns queixam-se, outros não, uns choram, outros gritam, mas internamente todos se queixam, ou pelo menos, todos se sentem infelizes.

Até eu, que criei um blog que imaginei com o objectivo de satirizar vários momentos da vida, acabei por tornar o blog, por vezes, num espaço de queixas perante a minha miserável vida.

Toda a gente tem uma vida miserável, toda a gente sofre, mas se assim é, se assim tem de ser, e como somos tão bons a nos rirmos da desgraça alheia, porque não sorrimos um pouco mais com a nossa própria miséria?

domingo, 23 de agosto de 2009

Porque é a simplicidade tão complicada?



Se a beleza é algo simples, porque é que é tão difícil de atingir?

Se a vida é algo tão simples, porque a vivemos de uma forma tão complexa?

Se a felicidade é das coisas mais simples que há, porque é que tão poucos são felizes?

Se é tudo tão simples, porque é que eu não me restringi ao título?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fora d'horas



Já toda a gente fez algo fora d'horas, à noitinha, quando já não vale a pena ligar a televisão pública, a não ser que seja para ver moças. Para quem gosta de ver moças, é óptimo, mas mais vale ligar a internet, porque provavelmente até são mais inteligentes, veja-se o péssimo exemplo da menina da televisão Carolina Patrocínio. Mas não era sobre isto que queria realmente falar. Parece que fora de horas, até as cidades são mais bonitas, até esses seres de massa cinzenta impessoais são mais belas quando não estão atestados de pessoas. Se calhar é a calma que faz a diferença, ou o facto de tudo estar menos cheio, ou se calhar porque somos mais verdadeiros, mais nós à noite (dá acesso a um outro artigo, um outro devaneio, sobre a noite). O facto é que é muito mais fácil escrever à noite de que em qualquer outra altura do dia.

Fora de horas fala-se de tudo, escreve-se de tudo. Tudo é giro e bonito, tudo é real e verdadeiro, tudo é curto e longo. Por exemplo posso estar aqui a escrever durante horas, não há nada que me faça parar, posso articular um pensamento no outro e continuar, e continuar. Não há nada que me distraia. Sou livre de escrever, o quanto quiser, como quiser. É a liberdade de ser e de viver. Posso discorrer durante longos rios de tinta, neste caso digital, mas não passa de um momento singular, curto e simples, que se mostra tal como é. Por mais que escreva aqui vai sempre soar como um texto curto, pois refere-se a algo concreto e não a tudo.

Fora de horas pode-se dizer tudo, desde que se diga realmente se diga algo. Nem sequer é preciso que tenha sentido. Fora de horas tudo é o que é, por mais estúpido, sem sentido e inexplicável que seja.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A efémera eternidade



Há momentos na vida que parecem ser fases passageiras, simples etapas da nossa vida que começaram e acabaram rapidamente. Uma semana de férias no Algarve, um fim-de-semana de trabalho intenso, uma paixão de Verão, ou o sentir a brisa que nos banha. Eu discordo dessa visão efémera da vida e de determinados momentos. Podem haver capítulos que se fecham, mas isso não quer dizer que tenham acabado. O texto está escrito, uma parte da alma da pessoa que viveu está lá, mas a outra, o eu que somos hoje, o capítulo actual desse livro pode sempre voltar ao capítulo anterior.

O simples cair de uma gota é algo eterno, que está constantemente a repetir-se, é algo que existe muito tempo depois de ter acontecido, simplesmente não tem poder para se manifestar. Mas mesmo assim essas eternidades voltam a se manifestar. E aí, a gota que outrora refrescou alguém, volta a refrescar alguém no presente.

E é por isso que me sinto parcialmente bem, porque a minha gota de água voltou a cair. E em homenagem a essa gota:

Votação

Como já há algum tempo que eu tenho este blog, inseri uma votação para ter uma impressão do que as pessoas acham dele!

Como uma votação é pouco pormenorizada, agradecia que quem possa, queira, e tenha uma opinião fundamentada sobre o blog, me dissesse quais são os pontos mais negativos dele, para que os possa corrigir, se isso for possível.

Obrigado e boa tarde.

PS:. para este artigo não ficar tão sequinho vou pôr aí uma musiquinha. Ainda pensei em dissertar sobre a vida e o seu sentido, mas realmente, acho mais agradável pôr uma música e afastar-me assim de qualquer trabalho.

Eu não sou de cá!



Uma das melhores músicas que os Xutos já fizeram!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Ironia da Vida



A vida está cheia de altos e baixos. Dá muitas voltas e por vezes acontecem coisas, no mínimo, inesperadas. Nos últimos dias eu tenho andado num carrossel de emoções, e confesso, começo a ficar enjoado. Num momento estou alegre, feliz e contente da minha vida e no outro, quando me lembro da minha condição de ser humano ou algo do género, perco toda a vontade de fazer o que quer que seja. Isto é algo normal, talvez comum mesmo, mas não deixa de ser algo prejudicial para o corpo e mente, e também muito aborrecido, pois prejudica qualquer projecto que se tenha.

Por mais que seja mau, porque é mesmo muito mau no que diz respeito aos pontos baixos do carrossel, não deixa de ser curioso e irónico comparar estes pontos baixos, com os momentos altos da vida. Nalguns momentos, que nos últimos tempos têm sido muito frequentes, sinto um tédio enorme, quase como se a vida que tenho, estivesse a mais. Sinto-me como um tetralionário com uma carteira cheia de notas de 500€: só estorvam quando queremos o multibanco, são como as pretas para algumas pessoas. Nos momentos altos, quando nos sentimos embriagados de vida, parece que toda a vida que arranjemos é pouca. Como se andássemos à procura de moedas pretas no chão.

O pior é que quando estamos mal temos tendência para desperdiçar o tempo de que quando estivermos bem, sentiremos falta. Como disse há bocado é uma situação aborrecida. Lutar por umas pretas quando já estivemos cheios de nota.

domingo, 16 de agosto de 2009

Machismo disfarçado



Esta é uma opinião que eu tenho há algum tempo, desde que se começou a pensar na lei das mulheres na política, ou qualquer coisa do género,e decidi partilhá-la.

Segundo esta lei, deve existir um número mínimo de mulheres em qualquer tipo de organismo. Muita gente pode ver nisto uma gentileza enorme da parte dos políticos masculinos, que finalmente aceitaram a igualdade de direito das mulheres. A mim cheira-me a uma outra coisa, e devo devo dizer que não me cheira muito bem!

Reparem que isto distingue claramente homens de mulheres, como se dissessem que as mulheres são mais fracas à partida, do que eu discordo, e que por isso se deve facilitar um pouco, criando um determinado número de vagas. É assim, a lei até pode ter sido criada com uma boa intenção, mas a mim soa-me a machismo! Descriminação positiva, mas ainda assim, descriminação!

Olhemos agora para a actualidade: é uma mulher que governa a Alemanha, há uma candidata a governar Portugal, e nos EUA quase foi uma mulher. Parece-me que neste momento, a lei está um pouco desenquadrada. Neste momento se não há mais mulheres na política, também se deve ao facto de só agora se começarem a interessar mais, e a ter as portas mais abertas.

Acho que o acto mais nobre que poderiam tomar era deixar de distinguir homens de mulheres, deixar de olhar para as aparências e para o nome, e olharem mais para o valor intrínseco das pessoas enquanto governantes.

E a perversão será ainda mais real!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009



Escrito por Mary Schimch
"You're choices are half chance. So are everybody else's"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O voo da alma



Ontem, enquanto fazia a cama, encontrei uma pena entre os lençóis. Castanha clara e pequena. Achei o caso muito estranho. Como foi a pena lá parar? Bem no meio dos lençóis? Tão frágil e pequena. Parecia quase uma folha pequena, ou um frágil trevo da sorte.
Deitei-a na sanita, e vi-a desaparecer por entre o turbilhão de água que ali foi criado. Almocei, lavei os dentes e fui ver televisão. Fiquei lá dez minutos: os programas eram péssimos. Fui para o meu quarto, onde baixei a persiana e fechei a porta. Agarrei na minha guitarra e comecei a tocar uns acordes soltos. Comecei a criar uma estrutura sólida, e comecei a cantar.

comecei a cantar com a alma, a cantar-me a mim. comecei com grandes frases de significado complexo, e acabei com sílabas, sons e uivos. aí comecei a sentir uma forte comichão na perna. olhei para ela e vi-a. vi uma pena que surgia frágil e pequena, igualzinha à que encontrara de manhã.
eu estou a aprender a voar


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

esse canídeo que fala

que ser sou eu
que sentir não posso.

sinto-me de alma mutilada
por um cão de voz rouca
que me diz palavras carinhosas
enquanto me arranca mais um bocado.

Corre para onde quiseres, não para onde te mandam



Eu sou um sujeito que acredito no poder do ser humano. Acredito que quando um homem quer realmente algo, consegue atingi-la, independentemente das barreiras que tem de atravessar. Gosto de acreditar, e acredito mesmo, que o céu não é o limite. Acredito que não há limites, apenas barreiras muito grandes que por vezes são inultrapassáveis, mas apenas por causa da falta de vontade das pessoas.

Isto leva-me muitas vezes a defender posições que podem ser parcialmente erradas, mas que tem certos fundamentos. Por exemplo, eu discordo do valor que é dado à genética. Acho que em última instância, mesmo que o ADN diga que eu sou assim e assado, eu sou capaz de contrariar o meu próprio código genético. Claro está que falo disto no que toca a personalidade, à parte mental. Fisicamente a mente tem poder, mas não tanto assim.

Foram descobertos uma série de genes que dizem ser o gene da infidelidade, o da violência, etc. Eu questiono-me se isto não será só uma forma de desculpabilizar o ser humano? Eu acho que qualquer homem, ou mulher claro está, é capaz de ir contra o seu código genético, desde que tenha vontade para isso. E já me disseram "E se uma pessoa nascer com menor força de vontade?". Acho que até isso é alterável.

Quem quiser que acredite que nós temos a nossa corrida traçada. Eu acredito que, como somos nós quem corremos, podemos sempre correr por fora da pista.

PS:.Um bom exemplo:



terça-feira, 11 de agosto de 2009

No seguimento do último artigo



"uh baby! when I pick up the phone, there is still nobody home"

PS:. Outras músicas óptimas para ouvir em momentos deste género são a Lonely Day dos SOD, Perfeito Vazio e Sangue da Cidade dos Xutos, Isolation dos Joy Division, Nothingman dos Pearl Jam, My Friends dos Red Hot, Capitão Romance dos Ornatos e À Tua Procura dos Supernada

Corre-me nas veias essa dependência



Corre-me nas veias, como a necessidade de droga corre nas veias dos toxicodependentes, ou a de tabaco nos fumadores, ou a de álcool nos alcoólicos. Corre-me nas veias em direcção ao coração, onde o prende, e me faz ser diferente do que sempre fui, do que quero ser. Começou por me acontecer sem eu o querer, e com os anos fui-me tornando num dependente.

Tudo começou quando há uns anos, comecei a não ter que fazer nem com quem falar. Passei quase uma semana em casa, fazendo muito pouco. Mal eu sabia que com os anos, dois ou três, eu me ia transformar num bicho que desistiu de buscar companhia para tudo, porque as coisas fazem-se melhor sozinhas. Tudo começou como uma dor enorme, para qual não estava preparado. Hoje, a solidão é uma necessidade minha, para me encontrar, e para ser eu.

Mesmo quando estou a dar uma volta com os meus melhores amigos, eu não estou ali. Estou num outro lugar, bem mais alto do que poderia desejar. De vez em quando venho lá de cima para intervir cá em baixo, quando há uma conversa interessante... Já tinha falado sobre a importância da solidão para o conhecimento e para o auto-conhecimento, e de facto a solidão, segundo essa perspectiva, faz-me bem. Mas por vezes pergunto-me se me fará muito bem à saúde mental.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que está por trás da porta?



Já no penúltimo post que escrevi, abordei o medo das pessoas em se auto superarem. Nos últimos tempos tenho-me também apercebido do medo, ou repugnância, que as pessoas têm da inovação e da mudança. Mais uma vez, isto trata-se apenas de uma generalização, que sendo-o, não se aplica a todas as pessoas.

Nos últimos dias tenho reparado que as pessoas que me rodeiam gostam muito de viver tal como vivem, não porque seja assim que querem viver, mas porque já se habituaram. Tal como em relação à música (preferem má música que conheçam a boa música que não conheçam) eles preferem viver a vida que já vivem, e conhecem, a uma outra desconhecida. Até começo a me questionar se o medo que têm de inovar, não se deve precisamente ao medo da mudança, ao medo do escuro e do desconhecido.

Desde o início que o Homem tem medo do que não conhece. É algo natural. Uma característica deste para manter a sobrevivência. É por isso que mesmo que, mesmo nós queiramos algo de novo, as mudanças, as novidades estão sempre envoltas em mistério e num medo secreto. Eu quando penso no futuro, no que quero fazer, fugindo um pouco à vida que hoje levo, sinto sempre um arrepiozinho dentro de mim: um misto de medo com excitação, o mesmo que senti quando andei, há muito tempo, nalguns espaços de diversão de um parque de diversões. Ou seja os homens, nem que não seja só eu, vêem o futuro, como vêem uma carroça que anda a alguns quilómetros por hora em roda, e que nos dá a impressão de que algo vai correr mal, e que será a nossa vez de dizer «bye-bye».

Há diversas pessoas que aparentam ser capazes de tudo, dizem-se capazes e acreditam mesmo que o são, mas só o são capazes de fazer em determinadas condições, em que a sua pessoa não será notada, e, como tal, não haverá consequências para ela, ou pelo menos consequências negativas. Por vezes, isto acontece comigo, é natural que aconteça.

O ser humano tem, e sempre terá, medo do Futuro e da mudança, por mais que a deseje. Por isso as pessoas recorrem tanto a bruxas e videntes: para saberem com o que contar, para estarem preparados para as mudanças. Para saberem o que está por trás da porta.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Como se não houvesse amanhã



Somos sempre tão previsíveis, nós, seres humanos. Somos seres assustados que buscam uma falsa felicidade numa estabilidade de plástico. Somos óptimos a seguir, péssimos a dar os nossos próprios passos, a fugir aos caminhos que os outros fazem. Cada ser humano é único, porque haveremos todos de seguir caminhos iguais, ou tão semelhantes? Temos medo em dar um passo maior que a perna. Todas as nossas decisões (aquelas que realmente importam) são baseadas não na nossa vontade, não no nosso instinto, mas numa razão que teve origem numa necessidade do ser humano de sobreviver o máximo e o mais facilmente possível. Pensamos todas as consequências, queremos uma estrada segura, uma estrada sem percalços, lisa.

Porque não podemos viver como se não houvesse amanhã? Viver sem medo das consequências do que queremos fazer, mas sermos suficientemente inteligentes para saber o que queremos ou não fazer, ou o que vale ou não a pena. O medo de falhar, o medo de ficar mal visto é algo que me atormenta desde que sou pequeno. Tantas são as coisas que quero fazer, mas que por falta de apoio, me resguardo num canto, com medo. Adoro superar-me, em todos os sentidos, e fazer coisas que eu racionalmente não acredito ser capaz, mas que lá no fundo há algo a me dar força, é a maior prenda que posso receber.

Por vezes sinto-me algo sozinho no mundo. Sei que não sou o único com vontade de fazer mais, e há mesmo quem consiga fazê-lo, e talvez um dia de uma qualquer forma, eu o consiga também, mas o facto é que de uma forma geral, todos os que conheço só passam por portas já abertas, não são capazes de as abrirem. Deixam-se guiar e não guiam ninguém. Não tenho nada contra pessoas que se deixem guiar, como disse antes as pessoas são todas diferentes, mas quando o não fazem porque têm medo, penso que posso dizer que está algo errado.

Adorava conseguir viver como se não houvesse amanhã, não como se não quisesse que houvesse amanhã, o que é diferente. Não estou aqui a defender os excessos nem nada que se pareça. Penso que não devemos basear a nossa vida no futuro, devemos sim tentar hoje e amanhã. Por vezes o medo de falhar rouba-nos a vida de hoje.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Manto da Invisibilidade

porque eu sou invisível, ninguém me pode ver! ninguém me pode ver! olho p'rás pessoas e elas não olham p'ra mim, ninguém me pode ver, ninguém me pode ver!sou cego sem fronteiras do que vejo, nada vejo enquanto for, ser!se a ida me leva bêbado na rua, ninguém me pode ver! ninguém me pode ver!se a música é nada e eu nada mais que sou sem ser, serei!se não vejo, não me vêm, não canto não me cantam o que sou, sem ser!se ninguém me vê, a cegueira è poesia visual paz de alma virtual pelo caminho de rocha dura.porque ninguém me vê nem ouve, o que digo não sei se existe lógica a cair sobre um manto de coisa pouca. se a loucura se colecciona se o bebé chorou quando estás fechado sem te verem a minha colecção aumentou!

A Música Portuguesa nas Massas Nacionais



Sempre que falo com alguns dos meus amigos sobre Festivais, é normal ouvir comentários do género “O dia tal é mais fraco um bocado!”, “porquê?”, “porque tem uma banda portuguesa”. Eu pergunto sempre “Conheces alguma música deles?”. “Não, mas…”.

É natural que tal aconteça, ou pelo menos, compreensível. A falta de divulgação de projectos portugueses de qualidade cria o preconceito de que a música portuguesa limita-se a Perfumes e bandas do género. Não quero com isto dizer que eles não têm qualidade, mas é um grupo de bandas muito limitado ao pop.

Outro factor que conta muito na avaliação injusta de concertos de bandas portuguesas, também em pessoas que já conheçam melhor o panorama musical português, é o facto de elas tocarem muitas vezes em Portugal. A realidade é que tão grande número de concertos propicia a desvalorização de cada um deles. “Porque vamos nós pagar 40€ para ver os Xutos se os posso ver em qualquer ponto do país por 5€?”. esta foi a questão colocada por algumas pessoas que tinham comprado o bilhete para o Super Bock Super Rock Porto.

E soluções? Há? Sim, passando algumas pelas próprias bandas, outras pelas revistas e divulgações e outras ainda pelo público.

Penso que as bandas nacionais deviam apostar mais no estrangeiro, não só por uma questão de divulgação da sua música por uma maior quantidade de pessoas, mas também para valorizar os próprios concertos em palcos nacionais. Lembro que enquanto o concerto do Manel Cruz em Lisboa teve grande relevo (foi o seu primeiro ou segundo concerto em grandes palcos nacionais), a sua participação no festival Paredes de Coura, foi quase esquecida. Escusado será dizer que foi um grande concerto, segundo a Biltz, e, apesar de não ter visto este, já o tinha visto aqui em Arcos de Valdevez, e sei que os concertos dele são brilhantes.

Passando pelas publicações, lembro que na última Blitz em duas páginas couberam 15 grupos portugueses, enquanto os AC/DC , e o Michael Jackson, tiveram, respectivamente, duas capas e uma capa e um edição extra cada um em cerca de 6 meses ou pouco mais. Pergunto-me, não há grupos nacionais com qualidade para marcar presença em capas da Blitz? Nem sequer uma noticiazinha? Este mês ainda falaram dos 15 grupos promessa, onde acho que a inclusão de nomes de Sean Riley, Mazgani e Nuno Prata são contestáveis, porque eles são já nomes de valor inquestionável, e do Rodrigo Leão, mas noutros meses, como Maio e Junho, a presença foi muito pequena. Já em Abril o trabalho da Blitz é de louvar, com as notícias sobre Xutos e Mão Morta. Isto é o que a Blitz, e outras publicações pois claro (tomei a Blitz como referência por ser a que conheço melhor), devem fazer: escrever mais notícias, sem medo, de grupos nacionais.

Quanto ao público em geral, este deve, antes de mais, mudar a visão que tem das bandas portuguesas, e deixar de dividir música portuguesa e música internacional, e divulgá-la por entre os amigos que guardam mais rancor à música portuguesa. Isto pode ser mais difícil do que parece, mas não é impossível. Eu vou divulgar à minha maneira, pondo aqui no Blog, ou criando um específico para isso, algumas bandas nacionais. Compreendo que este post possa ser visto como uma certa discriminação da minha parte, mas o facto é que é necessária esta pequena discriminação, para acabar com outras bem maiores!

PS:. MELHORES CONCERTOS DO PAREDES DE COURA SEGUNDO A BLITZ

Franz Ferdinand
Jarvis Cocker
Sean Riley and the Slowriders
Nine Inch Nails
The Hives

domingo, 2 de agosto de 2009

AMIZADES e amizades



Nos últimos tempos, tenho-me deparado com vários acontecimentos de várias naturezas, que me fizeram reflectir sobre a amizade.

Quantas serão as pessoas, senão formos todos nós, que contam aquilo que dão e aquilo que recebem? É que deparei-me com uma questão destas recentemente, e fiquei muito abalado. Detesto que me acusem de ser mau amigo, ou má pessoa, mesmo que tenham razão, mas neste caso estou certo de que não a têm. Mas foi quando soube que essa pessoa enunciou aquilo que por mim fez, e que eu não retribui, que fiquei algo chocado. Não vou contar pormenores, porque se trata de algo extremamente pessoal, e que nem só a mim me diz respeito. Posso apenas garantir-vos que essa pessoa não tem razão, e de que este assunto não é assim tão grave, por si só.

É grave sim que as pessoas sejam máquinas registadoras, que contam o que entram e o que sai. E não é só essa pessoa, porque todos nós, em determinadas situações, vamos buscar o mais recôndito acontecimento que nos foi prejudicial. É algo natural e humano, mas ainda assim muito incorrecto! Quando se dá algo, deve-se dar sem pensar em mais nada, especialmente favores futuros que se possam exigir em nome do que se deu outrora. Isto é especialmente grave quando a amizade é descurada, as pessoas se desinteressam pelas outras, mas ainda assim estão quando lhes convém exigir. Acho isto triste e deplorável.

É por isso que se devem sempre distinguir as amizades que são mantidas a todo o custo, em que se fazem sacrifícios, sem se exigir sacrifícios em troca, mas que ainda assim serão feitos. Amizades que não existem apenas em datas importantes, ou momentos especiais, mas sim todos os dias. Amizades que sejam mesmo amizades, e não um jogo de interesses, ainda que inconsciente.

A estas amizades dedico a seguinte música dos RHCP, com Dave Navarro como guitarrista

sábado, 1 de agosto de 2009

O regresso dos maiores!



Segundo a Blitz noticiou ontem, Chad Smith, o baterista dos Red Hot Chili Peppers, afirmou que a malta de LA volta em Outubro a trabalhar.
Esta é sem dúvida, uma das melhores notícias que recebi nos últimos tempos, porque estes tipos são, sem dúvida nenhuma, das maiores bandas do momento, e este regresso ao activo, ainda que possa não representar o regresso dos lançamentos discográficos, representa sem dúvida o regresso dos RHCP aos concertos. O que é óptimo! Era bom que este regresso passasse também por Portugal!

Aqui fica uma das minhas músicas favoritas, dum dos seus melhores CD's Blood Sugar Sex Magik.

Ironia, a Incompreendida

Na sequência do post que coloquei sobre o segundo dia do Paredes de Coura, aqui e na Blitz, venho afirmar que aquelas afirmações que fiz sobre os Pulseiras Azuis e os Fitas Amarelas são completamente irónicas. É óbvio que eu não tenho a mania da perseguição, pensei que a ironia se iria denotar quando digo que até o Sol estava contra nós, mas pelos vistos não.

Por isso escrevi aqui este post, para alertar os leitores deste blog da presença desta ironia, que eu considero extremamente explícita, mas que outros não entenderam, comentando esta observação como estúpida. Escusado será dizer que essa pessoa, ao não perceber esta ironia bem explícita, se fez passar por estúpida.

Bem, peço desculpa por todo e qualquer dano que tenha provocado com aquela estúpida ironia, quer seja físico, moral ou psicológico, mas asseguro desde já, que nenhuma responsabilidade será assumida por mim.

Boa Tarde.