sexta-feira, 31 de julho de 2009

Os Pulseiras Azuis exploram Paredes de Coura

Ontem, eu e um grupo de colegas fomos a Paredes de Coura, como já tinha aqui afirmado ser minha vontade. Não concretizei totalmente o meu desejo, pois eu gostaria de completar os quatro dias, mas já é melhor que nada.

Comprámos o bilhete diário, e trocámo-lo de seguida por uma fita de papel azul, completamente horrorosa. Foi esta fita que marcou a nossa discriminação durante o festival. Reparámos perfeitamente nos olhares dos fitas amarelas, sinónimo de passe para os quatro dias, que eram tudo menos amigáveis. Quando nos perguntavam "Só vieram um dia?", olhavam logo de seguida para o lado. Os seguranças olhavam-nos de lado: "Como é que estes fitas azuis chegaram aqui à frente, à beira das grades???". Até o gajo (o Sol) nos batia com mais força da cara. Éramos claramente menores ali.

E concertos? que tal? Bem, muitos poderão discordar de mim, mas gostei mais dos concertos dos Temper Trap e dos Supergrass do que dos próprios Franz Ferdinand. Sinceramente nao estava à espera de duas bandas com tanta qualidade. Os The Pains of Being Pure at Heart, ou simplesmente Pure at Heart como diziam ao nosso lado, desiludiram-me um pouco. Música demasiado igual. Os The Horrors deram um bom espectáculo, aliás, foi aí que os movimentos de pessoas que me afastaram vinte metros da minha posição inicial começaram. Mas sinceramente, acho que acrescentavam demasiados sons às músicas, o que não lhes retira qualidade, mas que me retira algum interesse.

Quanto ao grande momento da noite, os Franz, aí começou a loucura. Foi aí que os moshs aumentaram para 300% e que era quase impossível manter os lugares que se tinham. Grande concerto, que em termos de espectáculo foi, sem qualquer tipo de dúvidas, o melhor, mas que em termos de música, para mim, não bateu o suor dos Supergrass e a energia dos Temper Trap, as duas bandas revelação para mim.

Abaixo estão dois vídeos destas duas bandas pouco conhecidas em Portugal, mas que são fantásticas. (Não encontrei a penúltima música tocada pelos Temper Trap, que foi a minha favorita.)








Pena não ter visto Sean Riley, e não ver NIN, The Hives, Mundo Cão e Manel Cruz.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Brincar com o Passado


Na passada noite de Sábado, passou na televisão um dos meus filmes preferidos. Chama-se O efeito borboleta, e conta a história de um rapaz com bloqueios mentais, durante os quais não sabia o que fazia. Mais tarde na sua vida descobriu que podia voltar atrás, e alterar o que havia feito no passado. Eu adoro este filme, não só pela sua história mas também pelo processo reflexivo por que passamos, depois de o ver.

Apesar de, no filme, as mudanças serem um pouco notáveis, já pensaram o que seria de nós, se um pequeno pormenor tivesse sido diferente? o que seria de nós? certamente não seríamos os mesmos!


Cada pessoa, cada animal, cada vento, cada refeição, cada pensamento, cada emoção que por nós passa ajuda-nos a construir-mo-nos enquanto pessoa. Se alguém não tivesse passado por nós na rua, num certo dia, nós seríamos diferentes. talvez só um pouco, mas diferentes. Porque tudo que vemos, ouvimos, tocamos, sentimos... influencia-nos. de cada vez que estabelecemos contacto com algo, transferimos e recebemos uma enorme variedade de diferentes energias, que a partir do momento em que em nós entram, alteram, nem que seja só um pouquinho, a nossa pessoa. Não somos a mesma pessoa que éramos há um ano, dois ou três, um mês ou uma semana atrás. podemos nem ser o mesmo que há dez minutos foi comprar pão. Eu sou este, que está aqui a escrever, e quando acabar, já serei um outro qualquer eu.

Por isso, não podemos lamentar nada do que passou, porque afinal de contas, somos quem somos porque tudo se passou como se passou. nada de se's. somos quem somos, e não podemos virar as costas a isso. Se algo na minha vida se tivesse passado de uma forma um bocado diferente, não era eu que estava aqui a escrever, isto se estivesse aqui a escrever, mas sim um outro eu qualquer, muito ou pouco semelhante a mim, mas de qualquer forma, não era eu.

podemos brincar com o futuro, mas o passado está escrito
por isso o filme me tocou tanto

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Imagens de Marca do Governo Sócrates

Há já algum tempo que não falo em política, até porque não tenho andado atento aos noticiários, nem tem havido nenhum assunto de especial relevância que me chamasse a atenção. Hoje no entanto, dois temas chamaram-me a atenção:

- o caso dos contentores

- o caso do campus da justiça

Estes dois casos são duas das marcas das políticas Sócrates. Por um lado,os negócios "pouco claros", e "pouco inteligentes", no caso de serem para bem do país. Por outro, as políticas para o Inglês ver (pode ser que assim criem mais outlet's em zonas protegidas de Portugal).



Comecemos pelo caso dos contentores: um negócio pelo que dizem péssimo (não me inteirei das condições), com a particularidade da Liscont não sair a perder de forma nenhuma! Se o negócio correr bem, a Liscont fica com os lucros, se correr mal, o Governo compensa-lhe as perdas. Peço desculpa, mas isto é tudo menos um negócio! É um presente! Faz lembrar outro caso muito semelhante, o da Cimpor. Não questiono o preço que a parte do Estado custou, mas sim o facto de caso as acções da empresa subam, o vendedor pode recomprá-las pelo preço a que as vendeu, mesmo que valham muito mais! Isto durante três anos. Só depois o Estado poderia vender a terceiros! Como vêem, isto é ridículo.

Quanto ao segundo caso, é óbvio que aqui não se pensa no que um Campus de Justiça deve ter! Ou seja, segurança! O Campus é muito bonito, e, possivelmente, cómodo, Mas segurança não tem nenhuma. Edifícios de "paredes de vidro", sem dúvida muito resistentes!

Só gostava que os políticos portugueses, e em especial Sócrates e amigos, pensassem mais nas necessidades do povo e menos na sua própria barriga.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Divagações sobre a Igreja, Religiões e os Jovens

Hoje, enquanto passeava pelas ruas de Viana, vi um cartaz de uma igreja, que pretendia chamar a atenção de jovens. Era qualquer coisa do género:

"Esta é a casa do senhor por isso desliga o telemóvel.
Podes ligar-lhe que ele atenderá sempre."


Ou seja, pretendia desta forma, falar na linguagem dos jovens, tentava desta forma chegar a um mundo que cada vez mais se afasta da Igreja. Sou sincero, fora aqueles jovens completamente deprimidos com pouca capacidade intelectual, duvido que esse cartaz traga mais gente para a Igreja.




O problema é que depois de uma geração que conheceu um novo mundo de informação e conhecimento, escondido pelas mãos de uma Igreja conservadora, era de estranhar se esta educasse as gerações seguintes para que fossem fiéis seguidoras dessa mesma Igreja, com quem pouco queriam. Não direi que queriam que os seus filhos e netos se afastassem dessa crença, mas o facto é que um olhar pouco crente dos pais pode resultar num afastamento maior do que era pretendido.

Eu creio que isto se deve porque, muito antes das pessoas se afastarem da Igreja, a Igreja começou a se afastar de Deus. Muito pouco era aquilo que a Igreja defende que já Jesus Cristo defendia. Como tal, é normal que as pessoas se afastem da Igreja, e é natural que esse divórcio seja progressivo, sendo por isso normal que cada vez menos jovens se mantenham fiéis aos ideais do Vaticano. Eu próprio sou ainda bastante jovem, e não acredito numa palavra da Igreja. Não quer isto dizer que não acredite num Deus. Acredito, mas não acredito que haja um Deus para um povo, para uma raça ou para um reino biótico. Acredito que há um Deus comum a todos os seres, que pode ou não ser racional. Eu acredito nisto, mas não conheço muitos mais que acreditem em algo com tanta convicção.


Quando ouço alguém discutir sobre Religião reparo que os assuntos tratados são, na maior parte das vezes, a Igreja Católica e outras Igrejas, ou seja, focando-se apenas sobre Religiões escritas e estipuladas por homens. Questiono-me apenas sobre, quem melhor do que eu próprio para saber em que acredito? Ninguém, por isso, não faz sentido que eu me limite ao que alguns homens disseram, e tente compreender o mundo através dessas palavras. O facto é que por vezes sinto-me algo sozinho! Por mais ninguém no meu círculo acreditar num Deus Universal, mas sim num Deus que só é Deus de quem acredita numa ideologia estipulada por alguém.

Peço desculpa se firo as susceptibilidades de alguém, mas o facto é que eu não acredito em Religiões feitas por linhas rígidas e rectas. Talvez se os jovens compreendessem isto, talvez deixassem de considerar a Religião algo banal. Talvez se deixassem de associar Deus a velhotas com medo que o céu lhes caia em cima, começassem a perceber o que a Religião (ou as crenças de alguém sobre tudo o que está à nossa volta) é.


Ps:. Entenda-se que falo do Estereotipo de jovem, ou seja, esse jovem que não liga à Igreja nem à Política. Com certeza haverá muitos e muitos jovens que, tal como eu, se importem com o que nos rodeia!



sexta-feira, 17 de julho de 2009

Noctívago



Eu sou um Noctívago. Adoro a noite, e quase tudo que ela guarda. Adoro a escassez de luz e a calma que nos transfere, adoro as paisagens escondidas, o silêncio, as sombras, a voz do vento e das árvores quando conversam, dos sussurros, dos ruídos de fundo, do sono da vida, etc. É como o imaginário de um sonho (pelo menos os meus costumam assemelhar-se bastante à Noite). Há uma mística, uma magia própria que nos permite transcender com uma facilidade incrível. Não sei, talvez por no céu se encontrar uma quantidade de luz suportável para os nossos olhos, e por nós olharmos para o céu com muita maior frequência, ficamos mais próximos de um estado de reflexão sobre a vida, e ficamos mais próximos desse Deus, que não conhecemos pessoalmente, mas com quem falamos em certos momentos da nossa existência.

Eu adoro a Noite, e ao contrário do que se possa dizer não há nela nada de pecadora, de mórbida, etc. Ela é o mais puro estado de inocência. É o subconsciente da vida. É à Noite, por isso mesmo, que as pessoas agem de uma forma mais autêntica e mais inocente, em sintonia consigo próprios. Se a criminalidade, a violência e o despudor aumenta à Noite, é porque o ser humano, de pacífico, calmo e pudico nada tem. À noite o Homem revela-se, e deixa-se cair nas presas da sua ingenuidade. À noite o ser humano deixa-se cair em tentação, não porque isto só lhe ocorre à noite, mas porque sobretudo à noite, outra regras funcionam.

Tenho pena, imensa pena, que o ser humano, de uma forma geral, seja um ser tão pouco transcendente, seja tão igual aos animais, e tão diferente dessa superioridade divina que a luz do dia esconde com máscaras. É por isso normal, que a Noite, à luz da vida e da verdade, revele tudo, podres incluídos. Só tenho pena é que esta seja criticada por ser tão autêntica, e que os noctívagos, em vez de apelidados seres inocentes, ingénuos e humanos , são apelidados de homens do pecado.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Valor da Opinião



Desde que o Homem começou a pensar e a sentir, começou a ter os seus gostos, e a criar as suas próprias opiniões. Com o tempo foi desenvolvendo e fundamentando as suas opiniões fundamentando-as, e aprofundando, reflectindo sobre questões que ainda hoje não têm uma resposta absoluta.

A opinião é algo respeitável: uma posição que um ser assume como sendo sua, independentemente de opiniões de terceiros. A opinião demonstra a existência de um ser reflectivo por trás do conjunto de tecidos a que se chama Homem. Qualquer ser humano tem direito a ter a sua, seja ela qual for, por mais bárbara ou retrógrada que seja. É claro que sujeitam-se a uma contra-opinião, porque qualquer outro ser humano, ou ele mesmo, pode desenvolver uma opinião sobre a sua opinião.

A Opinião é uma posição defendida por alguém. Diferentes motivos podem levar à expressão de uma opinião, entre eles se contam, a necessidade de expressão, a tentativa de integração na sociedade exercendo um direito cívico, a tentativa de mudar mentalidades, e/ou comportamentos, ou promover/despromover algo. Obviamente muitos outros motivos poderão estar por trás da expressão da opinião de alguém, mas estes foram aqueles de que me lembrei.

No meu caso em particular, gosto de expressar as minhas opiniões pelo prazer que me dá escrever/falar e dar a conhecer os meus pontos de vista. Por vezes gosto de tentar pôr outras pessoas a pensar como eu, mas de uma forma geral, só gosto de dar a conhecer as minhas opiniões. Elas não são melhores do que as de ninguém. São confusas e por vezes incoerentes entre si. O que não lhes tira valor nem validade teórica, podendo isso sim, perder validade prática. Isso não me interessa! O que me interessa é ver o discorrer das palavras que de mim sai, formando claras correntes de pensamento, cuja finalidade e em conjunto são confusas, mas que permitem a qualquer outra pessoa seguir os passos do meu raciocínio, chegando a uma opinião, igual, semelhante ou diferente da minha.

Por isso peço desculpa, se alguma vez uma opinião minha magoar alguém. Não é a minha intenção. Nem isso, nem colocar uma opinião clara em cima da mesa. Apenas marcar posição e deixar as palavras. As pessoas que construam a sua mesma.

Intelectuais, não intelectuais e falsos intelectuais - uma questão de atitude

Note-se que este artigo é meramente de opinião, e por maior que forem as barbaridades que estão escritas não construa uma má opinião de mim. Para construir algum tipo de opinião sobre mim, agradecia que lesse o artigo todo, isto, se for capaz (xD)!!! - (tinha de utilizar um smile! peço desculpa pelo incómodo)

Eu quando falo com alguém, discutindo opiniões, tenho tendência de avaliar essa pessoa. Muitas vezes, não consigo, pois não percebo a forma como ela pensa, ou porque tem uma grande diversidade de reacções e opiniões, o que de certa forma me inibe de a classificar como intelectual, não intelectual ou falsa intelectual. Escusado será dizer que a pessoa com quem mais faço isto é comigo mesmo.



Eu sei que não se deve classificar nada nem ninguém, mas é algo que eu não controlo! Não tenho nenhuma listinha nem nada disso, mas tento ao máximo tentar compreender até que ponto uma pessoa sabe o que diz. Porque o facto é que eu sinto-me influenciado por aquilo que uma pessoa sabe, mostra saber ou que eu penso que sabe.

.Normalmente considero alguém intelectual quando tem uma grande cultura e uma enorme inteligência para a entender sem ser influenciado por preconceitos em relação a ela. Normalmente aceito, ou pelo menos entendo a validade das suas opiniões.

.Alguém não intelectual, para mim, é alguém que não tem nem quer ter uma grande cultura. As pessoas que eu costumo por neste saco costumam ser modestas e ter um bom coração. Normalmente aceitam as opiniões de pessoas com maior experiência ou conhecimento que estas.

.E o que é, para mim, um falso intelectual? É alguém que quer ser intelectual e que se tenta mostrar como tal. Normalmente costumam usar muitas frases feitas, têm como referências nomes mais famosos do público em geral, ou de um público mais alternativo.




Como podem ter entendido, para mim, a intelectualidade é uma questão de atitude perante os conhecimentos ou gostos que se têm. Devo dizer que para mim esta regra aplica-se em todas as áreas, desde a literatura à vida em geral!

E como me considero eu, a mim próprio? É curioso, porque sobre aquele que na teoria eu conheço melhor, ou seja, eu próprio, não consigo classificar de uma forma clara. Eu tenho imensas opiniões válidas, sobre as mais diversas coisas, e apesar de para mim estarem correctas, aceito que digam que o não estão; por vezes sinto-me influenciado por pessoas mais velhas e, aparentemente, mais cultas; e por muitas vezes tento mostrar-me culto e intelectual,por vezes sou algo radical na aceitação de outras opiniões e tenho uma necessidade interior que nem sempre revelo de classificar as pessoas!

Por isso as minhas opiniões sobre mim próprio variam tanto, entre o culto, o inculto e o que pensa que é culto. Por isso mesmo é errado criar estas divisões: é impossível classificar alguém como sendo algo. Podem ser mais ou menos cultos, e em diferentes momentos podem ser claramente uma coisa ou outra, mas enquanto pessoas são simplesmente pessoas, e mais não podemos dizer!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Gripe A - Pandemia?! Apocalipse?!

A gripe A é uma pandemia sem dúvida, visto estar a espalhar-se mundialmente. O que eu acho errado, é considerá-la de alto risco. É sem dúvida uma doença. Uma gripe. E é verdade sim que se propaga mais facilmente que a gripe normal, apesar das estatísticas. Mas o facto é que para a maior parte da população, esta é tão perigosa como outra qualquer gripe.

Neste caso acho que está a haver um aproveitamento mediático por parte das televisões: só por uma vez, em bastante tempo, ouvi falar de pessoas que se curaram. É uma gripe normal, que está a ter maior desenvolvimento mediático. No entanto há classes de risco, que devem ter maior cuidado, e com quem, pessoas que possam estar infectadas devem ter maior respeito.

Não sei ao certo que grupos são esses, tal como não sei ao certo muita coisa sobre a gripe. Sei que quando ouço a Ministra da Saúde a falar, e as notícias que são publicadas, sinto o enorme abismo entre as duas realidades... Uma fala numa situação fora de controlo, mas longe de perigosa, outros falam do fim do mundo tal como o conhecemos, APOCALIPSE NOW.



É óbvio que está a haver aqui um enorme aproveitamento mediático. Já antes falei aqui de políticas de medo. Não sei se aqui será caso disso. Sendo em Portugal não me parece. Essas políticas é mais caso de EUA. Em Portugal é mais provável que seja para vender mais, ter mais audiências, ou para simplesmente encher chouriços, isto é, para poupar trabalho de investigação, e para guardar outras notícias para alturas posteriores.

Com certeza haverá alguns riscos, para certas pessoas maiores do que para outras, tal como acontece com uma outra qualquer gripe! Mas sinceramente, posso estar enganado, mas não me parece que a situação seja tão perigosa como é pintada.


"She won't let you fly, but she might let you sing...

...Momma's will keep baby cozy and warm."


Pink Floyd "Mother"

Roger Waters: "If you can level one accusation at mothers, it is that they tend to protect their children too much. Too much and for too long. This isn't a portrait of my mother, although one or two of the things in there apply to her as well as to I'm sure lots of other people's mothers."

(e o pior é que nem se apercebem disso)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Festivais do Norte - UPdates

O Cartaz do Festival Paredes de Coura está fechado. Está confirmado: é o melhor festival português do ano, para mim. Contando com Manel Cruz, Franz Ferdinand, Sean Riley and the SLowriders, e Mundo Cão, que eu conheço e aprecio imenso, e com Jarvis Cocker, NIN, The Hives, The Pain of Being Pure at Heart e Patric Wolf, em relação aos quais tenho imensa curiosidade, este promete ser fantástico.

Palco Paredes de Coura

CARTAZ DE PAREDES DE COURA 2009 (anunciado até ao momento)

dia 29

dia 30

dia 31

dia 01

Patrick Wolf Franz Ferdinand Nine Inch Nails The Hives
The Strange Boys Supergrass Peaches Jarvis Cocker
Sean Riley and the Slowriders The Horrors Portugal The Man Howling Bells
Bons Rapazes The Pains Of Being Pure At Heart Blood Red Shoes The Rigth Ons
The Temper Trap Mundo Cão Foge Foge Bandido

Palco After Hours
início dos concertos às 02h00

dia 29

dia 30

dia 31

dia 01


Chew Lips Kap Bambino Sizo
Holy Ghost Punks Jump Up Nuno Lopes


Palco Jazz na Relva
início dos concertos às 16.30h



(pena seja eu provavelmente não ir, pois a minha mãe e mentora considera-me maturo o suficiente para fazer as mais diversas coisas, principalmente em sua conveniência, mas ir a um festival não está entre elas)




Quanto ao Festival Arcuense é interessante, principalmente tendo em conta o facto das entradas serem livres. Era o que se estava à espera, depois das notícias recentemente avançadas. Fiquei apenas impressionado com a inclusão dos Jarojupe, banda de Caminha se não me engano, que apareceu ainda hoje na Praça da Alegria, e que diz já ter estado no Cavern Club em Liverpool, o que não é bom, é óptimo!

Dois festivais interessantes, apesar da diferença abismal entre eles.

Sócrates:

"eu só sei que nada sei".

sábio não é aquele que sabe muito
.mas aquele que conhece as suas infinitas limitações
,para ultrapassá-las

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Imprensa inútil


Como muita gente tem referido em blogs, sites, televisões, conversas, etc... a imprensa tem, nos últimos tempos, se importado apenas com a morte de Michael Jackson e a contratação do Cristianinho. Pois bem, parece que os Media, pelo menos os portugueses, fizeram cessar, ainda que momentaneamente, as notícias mais importantes do momento, que noutros países seriam utilizadas como suporte de políticas de medo. A epidemia da Gripe A, a crise financeira, os roubos e crimes, passaram para segundo plano.

Não fico surpreendido que os media não passem as notícias mais importantes para a Humanidade. Não é a sua função! A sua função é apresentarem as notícias que as pessoas querem saber! E as pessoas ficam claramente interessadas com o Cristianinho!

Ao longo dos anos, as questões mais importantes da Humanidade foram esquecidas. Até há uns anos atrás eu pensei que maior parte das mortes de África se deviam à falta de alimentos e à seca. Ainda ontem, ou anteontem, no Diamante de Sangue, algures há uma cena em que uma jornalista diz que gostava de escrever mais sobre África, mas as pessoas têm mais interesse em conhecer a vida de famosos.

Os Media (fora as devidas excepções ) são um negócio, e quanto mais nos conseguirem fazer comprar ou consumir, mais satisfeitos ficam. Não interessa o que dizem. O que interessa são os resultados.

domingo, 5 de julho de 2009

and I think to myself, what a wonderful world



Apeteceu-me...

Sousa Tavares - DN Artes

Vale a pena ler a entrevista de Miguel Sousa Tavares ao DN Artes. Entre outras coisas diz:

"Odeio o Facebook, odeio o Twitter. A única coisa que faço na Internet é, para além dos mails, para além de instrumentos de trabalho, wikipedias, etc., uso o Skype em telefonemas para o estrangeiro, mais nada. Não faço mais nada. Ah, jogo bridge. Agora, a ideia de rede social, e de blogues, tudo em comunicação, a falar… acho insuportável. Os blogues são uma série de gente que se acha importantíssima, que tem uma espécie de capelinhas, quase religiões, com os seus fiéis atrás."

Acho particularmente coerente a seguinte pergunta do jornalista:

"Mas isso não é o que também faz quan-do vai à TVI, por exemplo, falar sobre tudo"

Ao que ele responde:

"Não, é totalmente diferente. O Facebook é uma coisa elitista. Os blogues também. Aquilo é a beautiful people. Eu falo para 12% de audiência. Desde o vendedor de jornais da esquina, analfabeto ao professor universitário. E sei que falo, porque as pessoas abordam-me na rua e perceberam, e concordaram ou discordaram, mas perceberam. Estou a falar para elas, estou a fazer um serviço. Eu pagava um milhão para ninguém saber quem eu era, para poder fazer os meus comentários como o homem invisível. Agora, eu não vivo a ter opiniões instantâneas todos os dias, como se vive nos blogues, como se vive nas redes sociais. Em relação ao Facebook, eu vejo-o como a maior ameaça próxima para a história da humanidade."

O único comentário que vou fazer a esta entrevista é que tendo alguma razão nalguns pontos ou não (concordo ligeiramente com o ponto da ameaça do Facebook, se bem que ele parece paranóico), denota-se, a meu ver, uma grande arrogância no seu discurso. A mesma que ele parece insinuar que os autores de blogs têm.

Pode ler o resto da entrevista aqui.

sábado, 4 de julho de 2009

O insustentável peso da solidão





Milan Kundera escreveu em tempos A insustentável leveza do ser. Com muita pena minha, ainda não li essa obra-prima, mas tenciono, depois de acabar de ler o belíssimo A vida não é Aqui. Não sei, por isso, o significado deste título. Eu consigo retirar, no entanto, uma interpretação deste título, que não sei se está de acordo com a obra de Kundera, mas também não tem esse objectivo.

O ser é algo simples. Não tem explicação, nem motivo. É algo imensamente confuso. É algo que não conseguimos explicar ou entender. A existência é algo sobre o qual podemos supor diversas coisas, mas sobre a qual não podemos ter quaisquer certezas. É, por isso, insustentável para nós que a existência seja tão simples. Queremos a todo o custo tentar explicá-la. «Eu sou», «Eu existo»: o que é isto? Eu penso que a existência é algo extremamente simples. Simplesmente existe-se. Todo este Universo existe simplesmente, sem explicação para nós. É insustentável para nós que tudo isto exista sem motivo, ou que pelo menos, não o consiguemos explicar. Ser é bem mais simples do que parece, mas nós tentamos a todo o custo complicar essa simplicidade.

Quando estamos sozinhos nada nos separa da mais complexa face da reflexão, e por isso reflectimos sobre as mais diversas coisas, nos mais diversos níveis de intensidade. Pensamos em todas as nossas responsabilidades, todas os nossos direitos, todas as nossas acções, sentimentos, desejos. Temos um trabalho reflexivo tão intenso, como o brilho do Sol às 12 horas do dia mais quente do ano. Temos de digerir todas essas novas dimensões dos nossos pensamentos sozinhos, vulneráveis a todas os perigos que eles trazem. Quando estamos sozinhos, perdemos a simplicidade do nosso ser. E essa leve existência traz-nos, quando entramos nas mais profundas dimensões da reflexão, um peso insustentável.

Por isso, se vivêssemos menos tempo sozinhos, e mais tempo acompanhado por algo ou alguém, seríamos mais felizes, mais saudáveis, mais leves.

Não me entendam mal: não estou a criticar a solidão, estou simplesmente a dizer que ela é inimiga da felicidade. Mas é importantíssima para o desenvolvimento do intelecto e do nosso próprio ser. E assim, nós, estando sozinhos, roubamos ao ser a sua leveza. Queremos ser inteligentes, astutos, sábios. Queremos explicar a existência, e só através da solidão o podemos fazer. Fugimos à beleza, à simplicidade e à insustentável leveza da vida.

(repito que não li o livro em questão, apenas usei o seu título como base para escrever este texto)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Insua Summer Sessions 2009 - Updates

No outro dia referi o Insua Summer Sessions que se realizará aqui em Arcos de Valdevez. Pois bem, este evento começa a ganhar contornos de Festival: é confirmada a participação dos Da Weasel e ouvi rumores sobre a participação dos Buraka (rumores duvidosos).
Este evento tem patrocínio da Super Bock e, para além de se realizar na nossa bela vila, que acreditem tem partes bem mais bonitas que o que aparece na novela, tem a grande vantagem de ter entrada gratuita!
Não é nenhum Glatonsbury, nem tão pouco um Paredes de Coura, mas para evento grátis de quatro dias, no Norte, não está nada mau.


Algumas imagens de Arcos de Valdevez: